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Igor Pinheiro

C.E.O da Inova Civil
Ativo 17

Patologias de Revestimento Cerâmico aderido a Fachada

        A fachada é o cartão de visitas de qualquer edifício e um revestimento de fachada defeituoso pode passar uma péssima impressão acerca dos serviços prestados pela empresa que realizou sua execução. Um dos tipos de revestimento mais utilizados atualmente é o cerâmico, basta caminhar um pouco pela rua para ver diversos prédios com esse tipo de revestimento e não é necessário muito esforço para encontrar algum com manifestação de patologias. Essas patologias são um problema muito recorrente nas construções, então é necessário conhecer quais são, suas causas e, principalmente, como evitá-las.

Figura 1

       Para facilitar a compreensão desses pontos, primeiro vamos entender a composição do sistema de revestimento cerâmico. A imagem a seguir mostra cada camada do revestimento.

Figura 2
  • Base ou substrato: Componente de sustentação do revestimento cerâmico, podendo ser de alvenaria ou concreto. Apesar de não fazer diretamente parte do sistema de revestimento possui características que interferem no revestimento. É necessário levar em consideração o seu potencial de movimentação e as possibilidades de fissuração, além de garantir que esteja livre de partículas soltas.
  • Chapisco: Aplicado logo acima da base, ele é responsável por uniformizar a absorção da superfície e melhorar a aderência da próxima camada.
  • Camada de regularização: Também conhecida como emboço, é responsável por definir o plano vertical e dar sustentação ao revestimento.
  • Camada de fixação: É a responsável por unir as placas cerâmicas ao substrato. Para essa cama comumente são usadas as argamassas de cimento e areia dosadas em obra, argamassas adesivas industrializadas ou resinas de reação.
  • Camada de acabamento: A camada de acabamento corresponde as placas cerâmicas.

1. TIPOS DE PATOLOGIA

  • Destacamentos ou descolamentos

      Os descolamentos cerâmicos são os tipos mais comuns dentre as patologias, podendo causar problemas na proteção e isolamento das camadas inferiores. Além disso, eles são bastante perigosos, já imaginou se uma placa cerâmica descola e atinge algo ou alguém que está lá em baixo?

      As causas desse tipo de patologia são, geralmente, a falta de juntas de movimentação e assentamento ou assentamento mal executado.

Figura 3

 1. Juntas de movimentação e assentamento

      A imagem a seguir mostra um exemplo desses tipos de juntas.

Figura 4

      As juntas de movimentação e assentamento são responsáveis por absorver as deformações que venham a ocorrer em qualquer camada do revestimento. Essas deformações são comuns devido as mudanças de temperatura, absorção de líquidos, dentre outras causas.

Figura 5
Figura 6 – Revestimento cerâmico descolando devido a ausência de juntas de movimentação.

       Mas como devem ser executadas as juntas de movimentação?

      Elas devem ser a profundadas a até pelo menos 2/3 do emboço, preenchidas com um material deformável e em seguida vedadas com selantes flexíveis. A imagem a seguir mostra de forma detalhada esse procedimento.

Figura 7

       Na execução das Juntas de assentamento é necessário garantir que elas tenham largura suficiente para que ocorra a perfeita penetração do rejunte e para que a placa cerâmica tenha acomodação aos movimentos que ocorrem nas diversas camadas do revestimento. Essa largura entre as placas é definida de acordo com o tamanho do azulejo, a tabela a seguir mostra o espaçamento mínimo definido por norma.

 2. Deficiências no assentamento

       Uma das principais causas de patologias em revestimentos cerâmicos são assentamentos mal executados. É muito comum que na fase de projetos não sejam especificadas as informações sobre a execução do revestimento da fachada, essa ausência de planejamento e, muitas vezes, de mão-de-obra qualificada acabam resultando em patologias. As suas principais causas são, geralmente, preparação inadequada da base, molhagem insuficiente da base comprometendo a hidratação do cimento da argamassa, chapisco preparado com areia fina, argamassa com espessura excessiva, argamassas com cimento em excesso.

       É muito importante estar sempre atento para que as superfícies estejam livres pulverulências ou qualquer outro material que possa comprometer a aderência da outra camada. Geralmente, as superfícies são lixadas e lavadas para prevenir esse tipo de problema. Outro fator que não pode ser desconsiderado é o tempo de preparo e aplicação das argamassas, é muito comum que elas sejam preparadas e demorem um tempo acima do recomendado para serem aplicadas fazendo com que percam a sua capacidade de aderência.

  • Eflorescências

       As eflorescências são formações cristalinas de sais solúveis existentes nas argamassas que compõem o sistema de revestimento, que juntamente com água afloram até a superfície. Além de prejudicar a fachada esteticamente, nos casos mais graves pode acarretar a corrosão das argamassas interiores resultando no descolamento do revestimento.

Figura 8 – Revestimento cerâmico com eflorescência.
  • Trincas, fissuras e gretamento

       Qual a Diferença entre cada uma dessas patologias? As trincas são aberturas maiores que 0,5 mm e menores que 1 cm, provocadas por esforços mecânicos, como a tração, compressão, flexão, cisalhamento ou torção, que causam a separação da placa em diversas partes. As fissuras são aberturas maiores que 0,05 mm e menores que 0,5 mm que não são capazes de provocar rompimento nas placas e, geralmente, são causadas por falhas construtivas, como a ausência de juntas. O gretamento é formado por uma série de aberturas menores que 1 mm que ocorrem na superfície esmaltada das placas cerâmicas, tendo a expansão por umidade como uma das responsáveis mais comuns

Figura 9 – Trinca, fissura, gretamento.

      Para evitar esse tipo de patologia é necessário garantir a compatibilidade de dilatação entre as camadas, evitar infiltrações que possam inchar as placas cerâmicas e realizar a execução das juntas de movimentação e assentamento de modo adequado para evitar que as placas cerâmicas sofram a ação de forças exageradas causando esse tipo de tipo de problema.

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REFERÊNCIAS

FANTINI, Paloma R. Patologias em revestimentos cerâmicos em escolas em Maringá-PR. Maringá-PR. 2010. Disponível em: < https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/34376/FANTINI%2C%20PALOMA%20RODRIGUEZ.pdf?sequence=1&isAllowed=y >.

FIGUEIREDO, Geraldo Josafá. Patologias em revestimentos de fachadas – Diagnóstico, prevenção e causas. UFMG. Belo Horizonte – MG. 2017. Disponível em:  < http://pos.demc.ufmg.br/novocecc/trabalhos/pg4/159.pdf >

PARENTE, Lawton. Queda de cerâmica da fachada – O que fazer?. 24/05/2016. Disponível em: < http://lawtonparente.blogspot.com/2016/06/queda-de-ceramica-da-fachada-o-que-fazer.html >. Acessado em: 18/01/2019.

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