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Igor Pinheiro

C.E.O da Inova Civil
Ativo 17

Os 8 Principais Sistemas de Impermeabilização

      A maioria das construções em nosso país costumam sofrer com problemas causados pela ocorrência de infiltrações, e muitas vezes esses problemas podem trazer prejuízos graves a estrutura, por isso, é muito importante saber como evitar que essas infiltrações venham a acontecer. Então, vamos falar sobre sistemas de impermeabilização.

Figura 3 – Aplicação de argamassa polimérica.

      Mas, o que é exatamente a impermeabilização?

      Segundo a NBR 9575/2010 impermeabilização é o “Conjunto de operações e técnicas construtivas (serviços), composto por uma ou mais camadas, que tem por finalidade proteger as construções contra a ação deletéria de fluidos, de vapores e da umidade”

      Ou seja, impermeabilização é o conjunto de ações que tem por objetivo proteger a construção contra a atividade de fluídos, vapores e humidade. Se esses agentes infiltrarem na construção podem ocorrer problemas como a formação de bolores e mofos, podendo prejudicar a saúde das pessoas que frequentam o ambiente, e em casos mais graves pode causar corrosão da armadura do concreto comprometendo a segurança da estrutura.

Sistema de impermeabilização

      O ideal é que o sistema de impermeabilização já esteja presente no projeto da construção, seja qual for o empreendimento a ser construído, uma vez que não existem restrições ao uso desses pois qualquer área passível de receber líquidos ou de entrar em contato com outros agentes agressivos pode e deve ser impermeabilizada.

      É importante que o projeto de impermeabilização esteja presente e seja realizado porque os custos referentes ao reparo, em caso de patologias causadas por infiltrações, podem ser até quinze vezes maiores do que se a impermeabilização fosse executada durante a obra como medida de prevenção.

Classificação dos sistemas de impermeabilização

 1. Impermeabilização rígida

      Esse tipo de impermeabilização acontece por meio da inclusão de aditivos químicos hidrófugos, aliado a correta granulometria dos agregados de modo que reduza porosidade do elemento. A camada de estanque é aplicada diretamente sobre a base, geralmente, sem a presença de outras camadas complementares.

Figura 2 – Sistema de impermeabilização rígida.

      Esse tipo possui uma baixa capacidade de absorver deformações da base (principalmente fissuras e trincas), por isso é indicado para áreas que não venham a sofrer movimentações, vibrações, forte exposição solar ou variações térmicas.

      Locais que geralmente utilizam impermeabilização rígida:

-poço de elevador, reservatório inferior de água(enterrado) ou outro locais com carga estrutural estabilizada;

-subsolos, galerias e piscinas enterradas, galeria de barragens ou outro locais com condições de temperatura constantes.

Tipos de impermeabilização rígida  

Argamassa polimérica  

      Esse material é composto basicamente por cimento, minerais(agregados) e aditivos poliméricos acrílicos, quando aplicado forma um revestimento impermeável com bastante resistência mecânica.

      Esse tipo de produto funciona preenchendo os espaços e porosidades da base, desse modo, impedindo a infiltração da água.

      O produto dever ser misturado com água nas devidas proporções, sempre seguindo as instruções do fabricante e antes de realizar a aplicação é necessário garantir que o substrato esteja limpo, regularizado e sem partículas soltas.

      A sua aplicação é feita com rolos em camadas regulares. Nos pontos críticos, como quinas e dobras, deve-se utilizar telas de poliéster entre as demãos.

Figura 3 – Aplicação de argamassa polimérica.

 Argamassa impermeável (com aditivos hidrófugos)

      Esse tipo de argamassa impermeável é feito de modo semelhante a argamassa convencional, mas, com o uso de algum aditivo hidrófugo.

      Aditivo hidrófugo: Os hidrofugantes podem ser sais que reagem com a cal livre da pasta de cimento e formam sais cálcicos que são insolúveis, ou um material hidrófogu semelhante, mas, que não reagem com componentes do cimento, já sendo adicionado na sua forma final. Esses materiais repelem a água devido a ação de cargas elétricas que foram formadas na superfície.

      Esse tipo de sistema é muito utilizado em vigas baldrames e em pisos em contato com solo. A sua principal vantagem é a facilidade para realizar a aplicação já que o processo é o mesmo do processo convencional e o baixo custo, pois o aditivo hidrófugo possui baixo custo e não é necessário mão-de-obra especializada. Porém, esse sistema possui uma possui uma resistência a movimentações mecânicas menor quando comparada aos outros sistemas.

Figura 4 – Ação de aditivo hidrófugo.

Resina epóxi

      Dentro dos sistemas de impermeabilização rígidos, a resina epóxi é a solução mais nobre, ela possui uma maior resistência tanto mecânica quanto química.

      Por esse motivo, é muito utilizada proteção anticorrosiva de concreto e argamassa, em ambientes mais agressivos como reservatórios de produtos químicos sem grandes movimentações e em estruturas e tubos metálicos.

Figura 5 – Aplicação de resina epóxi.

2. Impermeabilização flexível

      O tipo flexível corresponde a um conjunto de materiais ou produtos que podem ser aplicados nas partes da construção que estão sujeitas à fissuração.

      Esses matérias ou produtos podem ser divididos em dois tipos:

      Os moldados no local da obra, chamados de membranas, possuem espessuras variadas e exigem aplicação em camadas superpostas, sendo observado para cada produto um tempo de secagem diferenciado

      E os pré-fabricados, chamados de mantas, possuem espessuras definidas no processo industrial, podendo ser aplicadas em uma única camada.

Membranas asfálticas

      As membranas asfálticas são compostas pela sobreposição de camadas de asfalto, elas diferenciam-se de acordo com o tipo de asfalto e dos polímeros estruturantes empregados. Esse tipo de impermeabilização costuma apresentar maior dificuldade de fiscalização e controle de espessura.

      Para fazer essa membrana utiliza-se blocos de asfalto derretido e seu recheio é feito como polímeros estruturantes que, geralmente, são véus de fibra de vidro, telas de poliéster ou nylon e véus de polietileno. O sistema é composto pela aplicação de diversas camadas de asfalto aquecido entre 180 e 220°C e sua espessura final fica entre 3 e 5mm.

      As membranas asfálticas à frio são comumente chamadas de emulsões asfálticas, elas são resultado da mistura de cimento asfáltico de petróleo com água e agentes emulsificantes. São produzidas em fábricas de emulsões em moinhos de alto cisalhamento.

      Assim como as membranas, as mantas asfálticas são produtos impermeabilizantes à base de asfalto e polímeros estruturantes, que são os mesmos do caso anterior (véus de fibra de vidro, telas de poliéster ou nylon e véus de polietileno). A grande diferença é que as mantas são produtos pré-fabricados. Existem diversos tipo no mercado, mas, de modo geral, são fornecidas em bobinas de 10 m de comprimento, 1 m de largura e espessuras que variam entre 2 e 5 mm.

 Vantagens da manta asfáltica:

– Alta resistência a esforços mecânicos;

– Elevada flexibilidade;

– Elevada durabilidade;

– Boa resistência à uma ampla faixa de temperatura;

– Resistência a esforços de puncionamento.

Tipos de manta asfáltica

      Como já foi dito anteriormente, existem diversos tipos de mantas asfálticas com características diversas, podendo variar o tipo de asfalto, o polímero usado como estruturante, a espessura, dentre outras características.

      Os tipos mais comuns no mercado são:

Manta asfáltica aderida

      Esse é um dos métodos mais utilizados e pode ser feito de duas maneiras:

      Aderência com maçarico – Nesse caso a chama é direcionada de modo que aqueça a superfície de aderência da manta e a base do substrato fazendo com que se colem. É necessário ter os devidos cuidados relacionados a intensidade da chama para que a temperatura elevada não danifique a manta e comprometa a impermeabilização.

Figura 6 – Aplicação de manta asfáltica aderida com maçarico.

      Aderência com asfalto – nesse segundo caso a manta é colada à superfície utilizado asfalto aquecido.

Figura 7 – manta asfáltica aderida com asfalto.
Manta asfáltica flutuante

      Nesses sistemas a manta está totalmente deligada do substrato, sua aplicação é feita de forma que a manta venha a envelopar a estrutura, mas sem aderir a base. Geralmente, são aplicadas em superfícies planas que sofrem grandes deformações.

Manta aluminizada e manta ardosiada

      Esses são tipos de mantas considerados autoprotegidos, diferente dos outros que devem ser cobertos por outro material para proteção mecânica, esses tipos de manta já possuem uma cobertura face superior que dá essa proteção mecânica. A manta aluminizada possui uma lâmina de alumínio e a manta ardosiada possui uma camada de grânulos de agregado mineral (ardósia). Essa característica permite que elas sejam utilizadas como acabamento final em locais que não há trânsito.

Poliureia
Figura 8 – Aplicação de poliureia.

      Esse tipo de impermeabilização é resultado de uma reação química ente a poliamina e isocianto. Quando aplicada, forma uma camada plástica com forte aderência ao substrato.

      As principais características da são a elevada resistência a ataques químicos e a abrasão, alta flexibilidade, e resistência a puncionamento (furo). Sua aplicação exige uma mão-de-obra muito especializada pois possui uma margem pequena para erros de aplicação.

      O seu uso é indicado para locais com ambientes agressivos como pisos reservatórios, pisos industriais, arquibancadas, dentre outros. Costuma ter um custo maior quando comparado aos outros tipos de impermeabilização e não possui a possibilidade de acabamento personalizado pois sua cura acontece em até 12 segundos.

 

Normatização

  • NBR 9574:2008 – Execução de Impermeabilização (sistematiza os processos de execução, exigências mínimas para o desempenho, engloba as construções, reformas e reparos de um modo geral).
  • NBR 9575:2010 – Impermeabilização – Seleção e projeto (definição dos termos técnicos, especificações e exigências de projetos, aborda salubridade, segurança e conforto do usuário).

 

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Referências

José de A. Freitas Jr. Construção Civil II – Impermeabilização. Universidade Federal do Paraná.

Guarizo, Ednilson Antonio Guarizo. Impermeabilização flexível. Universidade São Francisco. Itatiba. 2008.

Construção metálica – construção civil. Sistemas de Impermeabilização na Construção Civil. Disponível em: < http://wwwo.metalica.com.br/sistemas-de-impermeabilizacao-na-construcao-civil >.

FiberSals. Tudo sobre impermeabilização rígida. Disponível em: < https://fibersals.com.br/blog/tudo-sobre-impermeabilizacao-rigida/ >.

FiberSals. Tudo sobre impermeabilização flexível. Disponível em: < https://fibersals.com.br/blog/tudo-sobre-impermeabilizacao-flexivel/ >.

FiberSals. Tudo sobre manta asfáltica. Disponível em: < https://fibersals.com.br/blog/tudo-sobre-manta-asfaltica/ >.

Figura 1 – Disponível em: < https://fibersals.com.br/blog/tudo-sobre-manta-asfaltica/ >.

Figura 2 – José de A. Freitas Jr. Construção Civil II –  Impermeabilização. Universidade Federal do Paraná.

Figura 3 – Disponível em: < http://www.construsuldesentupidora.com.br/impermeabilizacao-argamassas-polimericas/ >.

Figura 4 – Disponível em: < https://todosobrepinturasconjosecaino.blogspot.com/2017/10/por-que-algunos-hidrofugos-funcionan-y.html >.

Figura 5 – Disponível em: < https://www.imperfek.com.br/piso-dos-sonhos-resina-ep%C3%B3xi-e-poliuretano >.

Figura 6 – Disponível em: < http://qstreforma.com.br/aplicacao-de-manta/ >.

Figura 7 – Disponível em: < http://www.denverimper.com.br/novidades/detalhes/13

>.

Figura 8 – Disponível em: < https://fibersals.com.br/blog/tudo-sobre-impermeabilizacao-flexivel/ >.

 

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