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Igor Pinheiro

C.E.O da Inova Civil
Ativo 17

O que você precisa saber sobre as Instalações de Incêndio

Figura 1 – Incêndio em edifício localizado na cidade de Londres na Inglaterra.

No Brasil e em outros países, existem regras a serem seguidas pelos construtores, arquitetos e empresários no âmbito das instalações de combate a incêndio, proporcionando a segurança necessária para salvar vidas e proteger os bens. Contanto, é possível afirmar que há certo descaso dos envolvidos, desde projetos ineficazes até casos de propina na aprovação do certificado de conformidade dos bombeiros (Quem não se lembra do incêndio na boate KISS no Rio Grande do Sul? https://oglobo.globo.com/brasil/major-do-corpo-de-bombeiros-condenado-no-caso-da-boate-kiss-17377404).

Logo, todos os envolvidos na construção dos empreendimentos deverão ter ciência das respectivas responsabilidades e das normas, afinal o país é uma democracia, a qual todos têm direitos e deveres. Não se deve permitir o tráfego e a convivência das pessoas em ambientes inseguros! A sociedade implora por atenção aos envolvidos nesses projetos e nas respectivas aprovações.

1. ORIGEM DA COMBUSTÃO

A fim de combater um incêndio, é necessário saber os fatores que o promovem, Figura 2.

Figura 2 – Fatores que iniciam uma propagação do fogo.

Para que a combustão ocorra, algumas condições são necessárias, como:

  • Material Combustível: É o que arde, por exemplo, gasolina;
  • Agente Oxidante (Comburente): Geralmente, a presença de oxigênio no ar;
  • Fonte de Ignição: É conhecida como a fonte do calor da reação, por exemplo, o fósforo, o isqueiro ou o leve atrito;
  • Calor em temperaturas que consumam o material combustível até atingir a temperatura de ignição (a menor temperatura para que os vapores emanados do combustível entrem em combustão com apenas o contato do oxigênio).

Sabe-se que o contato do ser humano com os gases tóxicos resultantes da combustão poderá ser bastante danoso e, em alguns casos, com resultados irreversíveis. Alguns desses gases prejudiciais à saúde humana são: Monóxido de Carbono (A concentração de 1,28% causa inconsciência após 2 ou 3 inalações e morte de 1 a 3 minutos), Dióxido de Carbono (Superestimula a respiração em elevadas concentrações e é fatal em poucos minutos quando há a concentração de 10% no ambiente), Amônia, Cianeto de Hidrogênio, Dióxido de Enxofre e outros.

Por isso, pode-se perceber a importância de combater e prevenir esses sinistros.

2. PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO E PÂNICO

 Dando continuidade ao post, iremos aprender acerca dos métodos de prevenção e combate ao fogo, os quais são dos mais diversos tipos e especificações.

2.1. EXIGIBILIDADE DAS NORMAS E ADEQUAÇÃO

Como dito na introdução, há um compilado de normas a serem seguidas tanto nacionais quanto internacionais. Algumas observações a serem atendidas pelos projetistas:

a) Mesmo com as normas abrangentes, os Corpos de Bombeiros Estaduais têm as suas próprias regras. A maioria com embasamento nas de São Paulo, ou seja, praticamente copiadas e com algumas adaptações pontuais. Por isso, pesquise as normas do seu Estado;

b) Em caso de contradição, deve-se seguir a mais restritiva;

c) Proporcionar meios eficazes para controle e extinção do incêndio

d) Os empreendimentos deverão proporcionar acesso às viaturas e guarnições do Corpo de Bombeiros;

e) A maioria dos estados brasileiros permite que edificações de certo porte (Até 750 m²) apresentem apenas o Projeto Simplificado (Tabela com classificação de riscos). Porém, os empreendimentos de maior porte necessitam do projeto detalhado e aprovado pelo Poder Público;

f) Atenção redobrada com reformas/retrofits em edifícios antigos, já que esse processo de adaptação é difícil e requer muitas mudanças. Afinal, para melhorias, deve-se investir dinheiro, algo que muitos condomínios antigos não possuem. Por isso, há uma alta incidência de incêndio em prédios antigos. É importante lembrar que os Órgãos Públicos, em sua maioria, realizam fiscalizações anuais nesses ambientes em risco.

g) Deve-se atentar aos dados de cada edifício, como ao tipo de uso, à altura, à carga de incêndio e aos requisitos mínimos de segurança. Há tabelas e especificações que explicitam esses dados.

2.2. MEDIDAS DE PROTEÇÃO  

Há diversos modos de proteger um ambiente dos perigos do fogo! O INOVACIVIL irá explanar alguns!

2.3. SISTEMA DE ALARME DE INCÊNDIO  

Os sistemas de alarme de incêndio são bastante conhecidos por todos (Quem nunca assistiu aos filmes da Sessão da Tarde em que aparece um menino traquina puxando um alarme de incêndio para que todos os alunos saiam correndo das suas salas?! Figura 3). Pois é, esse sistema pode ter acionamento manual ou automático cujo objetivo é emitir um sinal para a Central e, consequentemente, provocar um alarme sonoro.

Figura 3 – False alarme provocado por crianças.

A fim de proporcionar maior acessibilidade nas edificações e facilitar o entendimento do sinal, as sirenes têm o recurso audiovisual, ou seja, além do alarme sonoro, há uma luz de alerta, Figura 4.

Figura 4 –Geralmente, os alarmes de incêndio estão acoplados a uma sirene.

Atualmente, os condomínios estão adotando sistemas modernos e independentes cujas sirenes emitem um alerta para uma central localizada na portaria (Gastam um valor maior devido às tubulações e às fiações independentes, porém terão o benefício da agilidade no combate ao sinistro). Logo, o funcionário em plantão conseguirá identificar facilmente qual a região está sendo tomada pelo fogo, Figura 5.

Figura 5 –Sistema de alarme de incêndio que permite saber qual a região que está sendo atingida pelo fogo.

2.2.2 SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Outro fator que influenciou no resultado da Tragédia da Boate Kiss! Há relatos de várias pessoas pisoteadas e encurraladas. O que poderia ter sido feito diferente? Uma questão já bastante debatida nos meios de comunicação: Deveriam ter proporcionado sinalizações padronizadas e previamente instaladas que permitissem a fuga rápida do local!!!

Sim, essas placas fotoluminescentes não poderão ser instaladas de qualquer forma nem colocadas em locais inadequados. Deve-se seguir um padrão e escolher o local mais adequado, afinal, excesso de sinalização poderá ser fatal (Não corra o risco de confundir uma pessoa em pânico, seja simples!!), Figura 6.

Lembrando-se de colocar sinalizações também no piso e nas bases das paredes, pois muitas pessoas acabam rastejando para evitar a fumaça que se acumula logo acima, Figura 7.

Figura 6 –Indicações clássicas de sinalização de emergência.
Figura 7 –Indicações clássicas de sinalização de emergência.

Concomitantemente a isso, utiliza-se a iluminação de emergência (bloco autônomo), a qual irá iluminar, sem causar choques, e será alimentada por baixíssima voltagem, Figura 8.

Importante salientar que algumas empresas fornecem um ponto de iluminação de emergência em cada apartamento, porém é comum notar o mau uso dos moradores. Em vários casos, ocupam as tomadas disponíveis com eletrodomésticos e afins, prejudicando o intuito de prover o local de iluminação em casos emergenciais.

Figura 8 –Indicações clássicas de sinalização de emergência.

2.2.3. EXTINTORES

O extintor, instrumento clássico e bastante conhecido no combate ao fogo, deverá estar em local apropriado, de fácil acesso e próximo ao ponto de origem do incêndio. É importante salientar que há diversos tipos, por isso deve-se atentar ao escolher a especificação correta, Figura 9.

Figura 9 –Indicações clássicas de sinalização de emergência.

Resumidamente:

  • Água pressurizada: Indicada para debelar fogo de origem de madeira, tecidos e sólidos em geral. NÃO utilizar em incêndios originados em líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos;
  • Gás Carbônico: Indicado a debelar o fogo originado por líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos;
  • Produtos Químicos Pressurizados: Mesma função do Gás Carbônico, porém, por depositar resíduos, inutilizará todos os objetos (Os equipamentos elétricos não terão mais utilidade).

Todos nós sabemos que na hora do desespero ninguém irá pensar sobre qual o tipo de extintor a ser utilizado, por isso, os projetistas indicam o extintor do tipo ABC, o qual é propício para debelar qualquer sinistro de incêndio.

Dica: Utilizar os extintores no foco e não nas labaredas!!

Bem, você pensa: Ah Victor, isso eu já sei de cor! Então, vamos para uma novidade tecnológica! Geralmente, os diversos avanços da sociedade surgem de problemas corriqueiros.

Imagine você em um incêndio, totalmente preso e aterrorizado. A sua única esperança é que um grande caminhão cheio de água atravesse metade da cidade para lhe salvar. Não demoraria muito tempo?! Sem dúvidas, você correria um sério risco de virar churrasquinho. Daí surgiu uma grande inovação: Bombeiro em motos equipadas com a ELIDE FIRE, o que é isso? É um dispositivo automático de extinção de incêndio através da descarga de pó químico não tóxico, ou seja, simples, universal e de alta eficiência, Figuras 10 e 11.

Assista a esse vídeo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=iszGt4Lzc5s?rel=0]

https://www.youtube.com/watch?v=iszGt4Lzc5s

Agora você talvez consiga esperar o caminhão dos bombeiros, graças ao bombeiro-motoqueiro e as suas bolas de extinção de fogo guardadas na mochila.

Figura 10 –Uma simples bola que irá proporcionar um combate eficiente contra focos iniciais.
Figura 11 –Exemplo de utilização.

2.2.4. HIDRANTES 

É um sistema importantíssimo para a segurança das pessoas tanto em edifícios residenciais quanto comerciais. Composto por um reservatório de água (A reserva de incêndio prevista no projeto de dimensionamento da Caixa d’Água), bombas, tubulações, registros e outros, Figura 12.

Figura 12 –Sistema que compõe os hidrantes.

Características:

  • Tubulação dimensionada com a vazão, a pressão e as especificações corretas;
  • Composta de materiais resistentes aos incêndios;
  • Hidrante de passeio para a pressurização da rede pelo carro de bombeiros,
Figura 13 –Cachorro se resfrecando em hidrante aberto nos passeios.

2.2.5. CHUVEIRO AUTOMÁTICO/SPRINKLER

Chuveiro automático:

  • Auxilia no combate ao fogo (Figura 14), porém com o foco em resfriar a área e reduzir a fumaça na rota de fuga, assegurando a saída segura de todos.
  • Assim como os hidrantes, é necessária uma caixa no passeio para que a rede seja pressurizada.
Figura 14 –Chuveiro automático em edificação.

Pronto, o panorama geral foi realizado.

Comentar acerca das instalações de gás desvirtuaria um pouco a ideia proposta nesse texto do blog. Então, poderá ser uma ideia para posts futuros.

3. PATOLOGIAS FREQUENTES NAS INSTALAÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO

 Agora que vocês sabem todas as particularidades de um sistema de combate ao fogo, aconselha-se a entender as patologias mais comuns para que sejam detectadas e imediatamente corrigidas.

a) CORROSÃO DAS TUBULAÇÕES DE AÇO

Figura 15 –Corrosão na tubulação.

 b) EXTINTORES COM DATA DE VALIDADE EXPIRADA

Figura 16 – Extintor Vencido.

c) AUSÊNCIA DE EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA O BOM FUNCIONAMENTO DO SISTEMA: PONTOS DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA, DOS COMPONENTES DOS HIDRANTES, SPRINKLERS E OUTROS.

d) BLOQUEIO DAS ROTAS DE SAÍDAS DETERMINADAS EM PROJETO, COMO ANTECÂMARAS E ESCADAS.

Figura 17 – Rota obstruída.

e) FECHAMENTO DANIFICADO DA PORTA CORTA FOGO

f) SISTEMA DE DETECÇÃO COM FUNCIONAMENTO DEFEITUOSO

g) ALARME INAUDÍVEL NA CENTRAL

4. CONCLUSÃO

Ufa, após tantas informações, podemos acreditar que todos irão ter noção da necessidade de garantir SEGURANÇA ao usuário. Todas as regras previstas em lei e nas normatizações deverão ser obedecidas. Ah, lembre-se de não sucumbir aos pedidos de propinas de pessoas criminosas.

O engenheiro que tiver esses conhecimentos compilados, com certeza, terá um diferencial no mercado brasileiro.

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