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Igor Pinheiro

C.E.O da Inova Civil
Ativo 17

Como superar as Patologias das Instalações Sanitárias

No começo da minha vida profissional, deparei-me com diversos tipos de profissionais e clientes. Para o primeiro caso, já vi funcionários que se denominavam bombeiros, mas que não trabalhavam da forma correta, não por falta de vontade ou garra e, sim, por falta de treinamento. Afinal, como ele aprendeu aquele ofício?!

Figura 1 – Cuidado com as instalações sanitárias (Lembre-se das fixações, chumbamentos corretos e outros).

 

Talvez pela prática do dia a dia sendo guiado por outros funcionários mais velhos e que também não tinham o conhecimento necessário.

Percebeu o círculo vicioso dessa situação?!E os resultados disso, quais seriam? Provavelmente, manifestações patológicas em todo o sistema. Nesse post, iremos abordar as ocorrências dessa manifestação nas instalações sanitárias e quais dicas a serem seguidas por todas as pessoas que prezam pela qualidade do serviço.

Vamos nessa?!

1. DEFINIÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS INSTALAÇÕES SANITÁRIAS

Como em todo estudo realizado pelo INOVA CIVIL, vamos primeiro sobrevoar a fundamentação teórica.

Por definição, de acordo com os diversos estudiosos da área, as patologias são as manifestações de não conformidade que não atendam às exigências e necessidade básicas dos usuários. Além disso, podem diminuir consideravelmente a vida útil e desempenho da edificação.

2. SISTEMA SANITÁRIO: TIPOS DE EFLUENTES E O QUE É

Todos sabem que os esgotos são os despejos líquidos de casas, edifícios, estabelecimentos comerciai, indústrias e outros. São classificados em:

A) Efluentes Domésticos: Há duas categorias nesse tópico, as quais são águas imundas com excrementos (provenientes de esgoto que contém material fecal) e águas servidas (proveniente de lavagem e limpeza);

B) Efluentes Industriais: São nada mais que os despejos industriais, ou seja, águas que passaram por processos industriais.

Em suma, o sistema segue um caminho pré-determinado:

Sistema Predial Hidráulico (Suprimento de Água) Sistema Predial de Aparelhos Sanitários Sistema Predial de Esgoto Sanitário (Divide-se em Sistema de Coleta e Transporte + Sistema de Ventilação) Destino Adequado (Rede Pública ou Sistema de Tratamento Particular)

diversos elementos dentro desse sistema sanitário, demonstrando, assim, toda a complexidade acerca do assunto. Por exemplo, pode-se citar o ramal de descarga, ramal de esgoto, tubo de queda, caixas de inspeção e tantos outros. Contudo, não podemos nos ater em assuntos fora do contexto do post, então vamos analisar os elementos de forma individual para as respectivas patologias.

Finalidades desse sistema segundo a NBR 8160/1999:

  • Permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos introduzidos, evitando vazamentos e a formação de depósitos na tubulação;
  • Impedir que os gases do sistema atinjam a área de utilização (Quem nunca sentiu aquele cheio horrível em banheiros?!Repare na Figura 2);
Figura 2 – Talvez alguns moradores tenham que andar com esse pregador de roupas no nariz hein?!Haha.
Figura 3 – Não chumbe o vaso, talvez você precise retirá-lo para possível manutenção.

E tantas outras funcionalidades, como impossibilitar o acesso de corpos estranhos no sistema, não contaminar a água potável e etc.

Quaisquer aspectos que não atendam às essas características poderão ser considerados como uma manifestação patológica.

3. MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS FREQUENTES: CAUSAS E POSSÍVEIS SOLUÇÕES

Pronto! Agora vem a parte mais interessante desse estudo. Seguem algumas DICAS INCRÍVEIS baseados em histórias reais do dia a dia profissional:

“Cheguei na cozinha e vi que havia um cheiro horrível saindo da região da pia. Ergh!! Essa construtora é muito incompetente, não consegue nem evitar o mau cheiro do esgoto”

Em nomes dos construtores, me defendo: Houve alguma limpeza da diarista??

 Como assim? – pergunta o morador

Sim, sim. As empregadas domésticas poderão querer que o sifão de PVC permanecesse reto e bem bonitinho, forçando-o e até amarrando algum objeto (ligas, por exemplo) – responde de prontidão o engenheiro.

Voltando ao estudo. Por que o sifão tem que ficar dessa forma, Figura 4?

Figura 4 – Não chumbe o vaso, talvez você precise retirá-lo para possível manutenção.

Simples! Para que haja o acúmulo de água na tubulação e impeça que os gases voltem para a região de utilização, Figura 5. Temos então, o PRINCÍPIO DO SIFONAMENTO, o qual também está presente no vaso sanitário, Figura 6. Outra dica para esse último elemento: Anel de vedação (Figura 7), o qual deverá selar adequadamente toda a área entre o vaso sanitário e o tubo.

Figura 5 – Posicionamento correto do sifão da pia.
Figura 6 – Água presente que impede a entrada do gases no ambiente.

VOCÊ SABIA?

Caso o seu vaso sanitário fique inutilizado durante um longo tempo, os gases poderão torna-se liquefeitos na água presente no vaso e transmitir o mau cheiro no ambiente? Fique atento, sempre dê a descarga.

“Querida vamos para a nossa casa de veraneio? Faz anos que não vamos”. Ao chegar lá, “Nossa, que cheiro horrível é esse no banheiro?!”

Ah, vocês do INOVA CIVIL só sabem as patologias referentes ao mau cheiro? Calma aí, vamos analisar diversos tipos.

Voltando pro contexto….

Sim, a sua casa de veraneio poderá apresentar mau cheiro, o princípio que causa esse problema é semelhante ao anterior, porém em outro local: Caixa Sifonada.

Que diabos é isso?! Figuras 7 e 8.

Figura 7 – Mau cheiro não retorna ao ambiente.
Figura 8 – Outro detalhe da caixa.

Em casas de veraneio, geralmente, o banheiro não é lavado por diversos dias, semanas e meses. Consequentemente, a água presente nesse local poderá evaporar. Para solucionar essa questão, basta repor a água dessa caixa.

“Meu amigo João ( João, o bombeiro), que instalação de péssima qualidade foi essa? Venha já olhar como ficou o forro do meu vizinho no andar debaixo”

Pois é, talvez o João possa se encaixar no tipo de funcionário citado no 1° paragrafo desse texto, já que ao abrir o forro, percebeu-se uma curva no joelho mal feita, Figuras 9 e 10. Olha só o prejuízo que um funcionário sem treinamento poderá causar em uma reforma. Imagine então em uma obra com 5 banheiros por pavimento e uma torre composta de 23 pavimentos. Afaste esses funcionários ou treine-os.

Figura 9 – Joelho mal executado. Além disso, há a presença de umidade na laje que poderá ser uma consequência do joelho ou impermeabilização defeituosa
Figura 10 – Exemplo do forro do vizinho debaixo.

“Doutor, olha essa solução!!! O senhor economizará MUITOOOOO DINHEIRO com isso! Imagine aí quantas luvas economizará, basta apenas aquecer a tubulação que ele vencerá todos os obstáculos e pronto! Gostou da solução??”

Como todo estudante do INOVA CIVIL, a resposta será apenas uma:

NÃO!!!

A tubulação de esgoto tem a luva, a curva, a junção, o tê e tantos outros componentes que auxiliam e compõe o sistema sanitário da edificação. Ou seja, USE-OS. Afinal, essa tubulação ao ser aquecida perderá a qualidade e as diversas propriedades de fábrica, tornando-se frágil e quebradiça.

Figura 11 – Tubulação encurvada por meio do aquecimento.
Figura 12 – Exemplo de tubulação que permite o correto encurvamento da tubulação.

Há outras diversas manifestações patológicas frequentes, porém a sua exemplificação requererá um estudo mais aprofundado. Para não matar os nossos alunos de curiosidade seguem algumas:

A) Ligação de ramais de descarga ou de esgoto em zona de pressão de espuma;

B) Término de coluna de ventilação em locais inadequados na cobertura;

C) Inexistência ou sub dimensionamento de caixas de gordura e inspeção;

D) Tantos outros, como lançamento da água de esgoto na drenagem ou em via pública (CUIDADO!!! HÁ FISCALIZAÇÃO E A MULTA É ALTA)

4. MORAL DA HISTÓRIA

Bem, penso que o tópico alcançou o objetivo proposto e sanou alguns problemas recorrentes no a dia a dia dos estudantes e profissionais já formados. De forma resumida, contrate funcionário de boa qualidade, afinal uma manutenção corretiva tem alto índice de complexidade e maior valor monetário quando comparada à manutenção preventiva. Além disso, estude e trabalhe com afinco que o conhecimento e a experiência, com certeza, chegarão.

É um conhecimento essencialmente prático e que às vezes não é ensinado pelos seus superiores (Será que esse estagiário se tornará melhor do que eu e roubará a minha vaga?! Pensamento bem mesquinho) ou pelos professores (Não sei o motivo correto para que isso não seja explicado dentro das salas de aula). O INOVA CIVIL é um livro aberto, prezamos pela disseminação do conhecimento.

Por falar nisso, se você leu até aqui, dá uma olhada nos nossos cursos (Conselho de amigo).

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